Museu digital experimental
página sobre o projeto museu · coleta · exposição · artivismo digital

OBLIVIUM

Museu das Cartografias Migrantes nos Media em Portugal: Arquivos e Disputas sobre a Imigração Brasileira

investigação · exposição · intervenção pública
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o que é o projeto

um museu de artivismo digital para transformar cobertura mediática em OLHAR COLETIVO criticamente reaberto

Oblivium é uma proposta de artivismo digital dedicada à coleta, crítica, documentação, exposição e intervenção pública sobre as formas como a imigração brasileira é narrada pelos meios de comunicação em Portugal.

O projeto parte da tese de que a cobertura mediática não apenas informa sobre a presença brasileira no país, mas também participa ativamente da construção de sua memória pública. Ao selecionar acontecimentos, repetir enquadramentos, destacar certos corpos e silenciar outros, os meios de comunicação contribuem para definir quais experiências migratórias são reconhecidas, quais são estigmatizadas e quais permanecem invisíveis.

Nesse sentido, Oblivium transforma essa cobertura em uma cartografia crítica da memória mediática da imigração brasileira em Portugal. Cada notícia, imagem, título, comentário, testemunho ou vídeo documentado é tratado como fragmento de uma memória em disputa, que pode ser reaberta, interrogada e artisticamente reinscrita na contemporaneidade.

do problema à intervenção

o percurso acompanha o caminho entre coleta, documentação, exposição e intervenção

O museu nasce de uma pergunta simples: como transformar a cobertura mediática da imigração em dispositivo público de leitura crítica, memória e artivismo digital?

o título chega antes da pessoa

A cobertura mediática cria a primeira camada de percepção pública. Antes da história individual, aparece o enquadramento.

o museu propõe uma coleta

São reunidos títulos, imagens, reportagens, excertos sonoros, publicações digitais, comentários, documentos públicos e testemunhos.

a cartografia organiza os meios

Os dados são cruzados por suporte, linguagem, tema, enquadramento, imagem, voz presente, voz ausente e circulação pública.

a exposição vira intervenção

Vídeos documentados, mapas e peças interativas transformam a análise em experiência crítica de Média-Arte Digital.

leitura crítica do arquivo

o museu não acumula apenas arquivos: propõe uma intervenção artivista

Cada fragmento mediático é tratado como dado sensível: título, meio, data, imagem, tema, fonte, enquadramento, circulação e presença ou ausência de voz migrante. A coleta sustenta exposições de vídeos documentados e ativa uma proposta crítica de intervenção pública.

oblivium · modo anotação arquivo em leitura
arquivo em leitura
como construímos a cartografia

a coleta do museu nasce da cobertura mediática e torna-se cartografia crítica

A cartografia dos meios organiza a forma como a imigração brasileira aparece, desaparece ou é reduzida na esfera pública portuguesa.

O arquivo reúne materiais em circulação pública e propõe uma coleta crítica de notícias, vídeos, imagens, sons, documentos e testemunhos. Esses dados não servem apenas para acumular documentos, mas para construir exposições de vídeos documentados e revelar como a memória mediática é produzida.

meio plataforma data título imagem tema fonte enquadramento voz presente voz ausente comentários circulação
01
recolher notícias, reportagens, recortes, publicações digitais, imagens, sons, vídeos documentados, documentos públicos e rastos de circulação.
02
classificar cada fragmento é descrito por suporte, tema, linguagem, enquadramento e presença de sujeitos migrantes.
03
cruzar os dados revelam recorrências entre meios, palavras, imagens, silêncios e modos de representação.
04
transformar a cartografia torna-se exposição digital, vídeo documentado, intervenção visual e experiência crítica de artivismo digital.
intervenção artivista a partir da cartografia

quando a coleta vira corpo em fragmento

A composição traduz uma hipótese de intervenção: no centro, o corpo migrante em desfragmento; ao redor, os rótulos que o reduzem e as camadas documentais que devolvem nome, voz, trajeto e história.

corpo em desfragmento caso fluxo número
recuperar não é apenas guardar

o arquivo é reaberto quando a imagem recebe contexto, voz e conflito

Recuperar imagens da imigração significa devolver espessura crítica a materiais que circularam como notícia, entretenimento, denúncia, medo ou exotização.

No museu, cada fragmento é interrogado a partir de três perguntas: quem produziu esta imagem, que narrativa ela ajudou a sedimentar e que experiência migrante ficou fora do enquadramento?

televisão “nova vaga” quando a pessoa vira fluxo
portal digital “caso” quando a história vira ocorrência
arquivo impresso “ilegal” quando a presença é tratada como infração
redes sociais “problema migratório” quando o sujeito desaparece
rosto cortado voz em atraso bandido batalhador
pessoa migrante não é apenas imagem de cobertura
quem fala?

A legenda mediática define o ponto de vista antes do testemunho aparecer.

quem é visto?

O rosto migrante surge frequentemente como prova, ameaça, estatística ou ilustração.

quem enquadra?

A intervenção desloca a imagem para revelar autoria, repetição, seleção e ausência.

como o museu interroga uma imagem

quem produziu esta imagem?

O museu investiga autoria, contexto de produção e enquadramento mediático.

origem · mediação · ponto de vista

que narrativa ela ajudou a sedimentar?

O fragmento é lido como parte de uma repetição pública que pode fixar estereótipos.

repetição · estigma · memória pública

que experiência migrante ficou fora do enquadramento?

O museu procura ausências, silêncios e vozes que não entraram na superfície da notícia.

ausência · contracampo · contranarrativa
de fragmento mediático a leitura crítica da memória
01 · coletar

notícias, imagens televisivas, registos sonoros, vídeos documentados, rastos digitais, documentos públicos e testemunhos.

02 · confrontar

o que os media repetem com o que jornalistas e comunicadores imigrantes recordam, contestam e reposicionam.

03 · expor

vídeos documentados, mapas críticos, arquivos navegáveis e peças de Média-Arte Digital.

04 · intervir

no espaço público por meio de artivismo digital, crítica mediática e literacia da memória.

o que o visitante encontra

não uma cronologia fechada, mas um campo de disputa

O Oblivium organiza a visita como travessia por imagens públicas, vídeos documentados, vozes profissionais, memórias migrantes e falhas de representação. O visitante não recebe apenas informação: é colocado diante de uma intervenção artivista que expõe os mecanismos que fizeram certas narrativas parecerem naturais.

dados do projeto

ficha técnica

  • nome público Oblivium.pt · Museu de Artivismo Digital e Cartografias Migrantes nos Media em Portugal
  • idealização e investigação Valdemir Soares dos Santos Neto
  • programa académico Doutoramento em Média-Arte Digital
  • instituições Universidade Aberta + Universidade do Algarve + Universidad de Cádiz
  • metodologia Practice-as-Research, a/r/cografia, análise crítica dos media, entrevistas em profundidade e criação em Média-Arte Digital
  • artefactos exposições de vídeos documentados, webdocumentário experimental, website, redes sociais, peças interativas e diário de bordo
  • financiamento indicado no site Erasmus+ · Partnerships for Excellence · GA 101089757 · SEA-EU 2.0