Perguntas frequentes

Página inicialPerguntas frequentes

Sobre o projeto

Oblivium é uma instalação de videoarte que reúne memórias e experiências de imigrantes brasileiros/as em Portugal, combinando arte digital, narrativas pessoais e ativismo cultural.

O projeto busca dar visibilidade às histórias invisibilizadas da imigração brasileira, construindo um arquivo sensível coletivo a partir de relatos, imagens e sons.

O projeto foi idealizado pelo investigador Valdemir Neto, vinculado ao doutoramento em Média-Arte Digital (DMAD do CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação e do Grupo de Investigação em Memória, Afeto e Redes Convergentes (.marc).

Oblivium foi apresentado no contexto do Retiro Doutoral do DMAD em 2025, como parte da pesquisa prática do autor, mas segue em desenvolvimento e expansão.

Sim. O projeto está vinculado a tese de doutoramento em Média-Arte Digital (UAlg) e Comunicación (UCA), em andamento, que se assenta na intersecção dos estudos da memória coletiva, estudos migratória, cultura digital, literacia mediática, com especial atenção aos discursos de ódio contra imigrantes brasileiros em Portugal.

As principais referências conceituais e estéticas do projeto Oblivium incluem obras cinematográficas como Eternal Sunshine of the Spotless Mind e Memento, que inspiram a abordagem sobre o esquecimento forçado, a fragmentação da memória e a desintegração da identidade.

As referências são combinadas a conceitos da psicologia, como esquizofrenia e paranoia, utilizados como metáforas visuais para representar o estado de deslocamento e instabilidade emocional vivenciado por imigrantes.

Além disso, o projeto se inspira em iniciativas como Nuevayorkinos e Immigrant Stories Project, que servem de modelo para a criação de um arquivo afetivo, interativo e ético, voltado à escuta e valorização das narrativas marginalizadas dentro de uma estética digital sensível e insurgente.

A palavra Oblivium vem do latim e significa “esquecimento”. Foi escolhida por carregar a simbologia do apagamento forçado de memórias e identidades, especialmente aquelas dos imigrantes brasileiros que sofrem com a marginalização cultural e o discurso xenofóbico.

As redes sociais são usadas tanto como ferramenta estética quanto política. O projeto subverte os mecanismos típicos da lógica algorítmica para propor uma memória insurgente. 

Como participar?

Dúvidas frequentes sobre como participar do projeto

Qualquer pessoa brasileira que vive ou viveu em Portugal pode participar, independentemente do tempo de residência, idade ou status migratório.

Você pode enviar textos, áudios, vídeos, fotos, cartas, objetos escaneados — qualquer material que represente sua vivência migrante ou suas memórias afetivas.

Os materiais serão integrados ás galerias disponíveis em nosso site, podendo ser utilizados de forma artística na criação dos conteúdos para as redes sociais, podendo ser editados, sobrepostos ou combinados a outros relatos visuais e sonoros.

Não. Toda participação é voluntária, gratuita e construída com base no respeito mútuo e na colaboração.

Dúvidas sobre aspectos técnicos

Veja abaixo as dúvidas mais frequentes sobre os aspectos técnicos do projeto

A arte digital permite criar experiências imersivas, acessíveis e sensíveis. Ela ajuda a traduzir sentimentos difíceis de expressar apenas com palavras e amplia o alcance das histórias.

São usadas ferramentas de edição de vídeo, manipulação sonora, criação visual interativa e técnicas de montagem audiovisual com base em media art.

O projeto é concebido como um dispositivo performático em constante crescimento. Novos relatos e contribuições podem ser integrados a cada nova exibição ou fase do projeto.

Sim. Atualmente o projeto é financiado pelo programa Erasmus + no âmbito da ação Partnerships for Excelence GA 101089757 – SEA-EU 2.0, que ajuda a manter os custos de manutenção do site, servidor e outros aspectos técnicos.