Por que um museu das cartografias migrantes nos media em Portugal?
Uma reflexão inaugural sobre arquivo, disputa pública e leitura crítica da presença brasileira nos media portugueses.
Oblivium nasce como museu digital porque a memória migrante também se forma nos lugares instáveis da notícia, do arquivo televisivo, da capa de jornal, do comentário público e da circulação online.
Mapear essas aparições não é apenas reunir documentos. É observar como palavras, imagens e enquadramentos produzem territórios simbólicos: quem é visto, quem é suspeitado, quem é explicado, quem permanece sem voz.
A hemeroteca funciona como uma superfície de leitura. Cada ficha aproxima documento, contexto, fonte e etiquetas para que investigadores, artistas, estudantes e visitantes possam perceber padrões de representação e zonas de silêncio.