Curadoria dos meios de comunicação como arquivo vivo
O trabalho curatorial como prática de escuta, seleção e responsabilização diante dos rastros mediáticos.
A curadoria dos meios de comunicação não começa quando o documento entra no museu. Ela começa quando se pergunta por que aquele registro circulou, a quem serviu, que ausências produziu e que leituras ainda permite.
No Oblivium, o arquivo é vivo porque cada ficha pode ser recontextualizada. Um vídeo, uma manchete ou uma reportagem não encerram o acontecimento: abrem uma rede de disputas sobre linguagem, poder, circulação e memória.
Essa prática exige atenção ao detalhe: data, fonte, país, coleção, método de coleta, etiquetas e vínculos com outros materiais. A técnica serve à leitura crítica.